sexta-feira, 1 de abril de 2011

Dia das Petas


Olá amigos,

Hoje, dia 1 de Abril e durante as próximas 24 horas celebra-se um dos dias que mais me irrita do ano! 
Um dia em que é "permitido" às pessoas pregar partidas com pequenas ou enormes mentiras??!?!?!?!?!? 
Desculpem-me a franqueza, mas acho isto perfeitamente ridículo. É que por muito que me esforce por entender a essência deste dia, confesso-me excessivamente limitada para lá chegar!  
É que além de não compreender isto, assusta-me que a maior parte das pessoas saiba exactamente que o dia 1 de Abril é dia das petas mas será que esta maioria sabe que o Dia Mundial da Paz é dia 21 de Setembro? Ou que no dia 20 de Julho se festeja o Dia dos Amigos? Ou que no dia 16 de Outubro é dia Mundial de Luta Contra a Fome?
Tenho algumas dúvidas que estes dias realmente importantes, e que devem ser relembrados e repensados sejam de conhecimento generalizado!  
Mas pode ser só implicância da minha parte contra este mui nobre dia... 

Até breve**

domingo, 27 de março de 2011

O Jogo do Anjo


Olá amigos, O Jogo do Anjo é precisamente a minha sugestão de leitura para o Mês de Março.
Depois de ter lido A sombra do Vento, Zafon tornou-se automaticamente num dos meu escritores favoritos. É um contador de histórias nato. Arrisco-me a dizer que é talvez o melhor (que conheça) neste género literário. 
De tal forma que as minha expectativas para qualquer obras que saia da imaginação deste escritor seja elevadíssima.
Apesar disso, O Jogo do Anjo aguentou-se muito bem!
Não posso comparar com a Sombra do Vento porque não há amor como o primeiro. Mas para quem se apaixonou pela escrita de Zafon vai sentir-se sugado pelo poder desta história!
Apesar das quase 600 paginas, lê-se muito bem. Bem de mais até. 
Queria ter podido saboreia-lo como um chocolate, lentamente numa tentativa de prolongar a sua sensação prazerosa... mas é-me impossível! 
Ler Zafón é viver um thriller sombrio, quase mórbido mas com o toque necessário de romantismo. E a curiosidade/ansiedade de desvendar o final torna-se num vicio! 
Com o Jogo do Anjo somos novamente transportados para a Barcelona do início do século XX, onde conhecemos personagens que cultivam o amor aos livros e à sua preservação, quer a do seu estado físico quer a da alma que, acreditam, todos os livros possuem.
Foi muito interessantes regressar ao cemitério dos livros esquecidos de A Sombra do Vento, revisitar e conhecer outros pormenores da história da família Sempere e da sua peculiar livraria.

Sinopse
 «Na Barcelona turbulenta dos anos 20, um jovem escritor obcecado com um amor impossível recebe de um misterioso editor a proposta para escrever um livro como nunca existiu a troco de uma fortuna e, talvez, muito mais. 
Com deslumbrante estilo e impecável precisão narrativa, o autor de A Sombra do Vento transporta-nos de novo para a Barcelona do Cemitério dos Livros Esquecidos, para nos oferecer uma aventura de intriga, romance e tragédia, através de um labirinto de segredos onde o fascínio pelos livros, a paixão e a amizade se conjugam num relato magistral.»

Muito muito bom!
Até breve**

domingo, 20 de março de 2011

E que tal uma francesinha??



Olá amigos,

O título não é analogia para coisa nenhum, hoje vou escrever sobre francesinhas!!! Para quem ainda não tenha ouvido falar, as francesinhas estão para o Porto como o Papa para a Igreja católica!
Não existe um café na cidade onde não se façam! "Faz parte do ADN da Invicta, a par das tripas e do FCP."
Esta iguaria light e dietética, foi inventada em 1953 por Daniel David da Silva. E foi pela primeira vez servido no Restaurante "A Regaleira".
A versão original não leva bife mas sim com carne assada, pois era isso que sobrava muitas vezes do almoço. E molho era bem mais picante.
A curiosidade mais peculiar deste prato é o nome...porquê francesinha? Ora, o seu criador era um emigrante Francês. Ao regressar a Portugal trouxe com ele a fama de mulherengo... " tendo estado em França numa época em que as Portuguesas se tapavam de preto dos pés à cabeça enquanto as francesas usavam mini-saia, afirmava que a francesa era a mulher mais picante." 

A revista Time Out elegeu as 20 melhores casas francesinhas da Cidade com a ajuda de especialistas e  fanáticos. 
Sendo depois entregue a lista das 10 mais votadas (pelos leitores) aos críticos da Time Out, que consideraram estas como as melhores:

1.º Restaurante Santiago ( A escolha dos Crítico da Time Out)
2.º Barcarola Café
3.º Capa Negra II (A escolha dos leitores da Time Out)
4.º Cufra
5.º Locanda
6.º Cervejaria Galiza
7.º A Regaleira
8.º Bufete Fase
9.º Café Torres
10.º Requinte

Além destas, foram ainda eleitas como as melhores casas de francesinhas pela Time Out:

- O Restaurante Convívio;
- O Café Novo, ganhou a estrelinha da "mais barata";
- O Lado B,  foi eleito como tendo as melhores batatas;
- O Café Diú;
- O Hamburgo;
- A Fonte Da Luz Café;
- O Pajú é a mais noctívaga, onde é possivel comer uma francesinha até as 06:00H;
- O Pontual;
- Alicantina;
- O Aviz;

Espero que já estejam com água na boca porque eu deixei o melhor para o final. Esta delícia dos Deuses é uma bomba calórica... (atenção que não me responsabilizo por eventuais ataques cardíacos...) variam entre 800 a 1500 calorias!!

Que tal uma francesinha agora amigos??? Deixem lá a balança... elas compensam as horas de ginásio extra!!

Encontrei ainda este blogue, que tem um ranking próprio das melhores francesinhas da cidade e onde é possível localizar geograficamente os locais! 
Se o restaurante a Cunha escapou aos apreciadores da Time Out, neste site é apontado como uma das melhores! É pelo menos umas das minhas preferidas, a par com o Capa Negra II!   


Agora fica a vosso critério escolher a melhor! 

Até breve**

terça-feira, 15 de março de 2011

Origami

Olá amigos,

Este é o meu mais recente passatempo! O origami, é a arte tradicional japonesa de dobrar papel criando representações de determinado ser ou objecto, sem utilizar a tesoura. A cola, é apenas admissível para alguns modulares, sendo tradicionalmente usado para unir os módulos, a linha.  
Não é difícil aprender a fazê-los, mas requer alguma prática e uma grande e quando eu digo grande, é mesmo muito grande, dose de paciência! 


Optei por comprar uma caixa que vem com um manual de instruções e uma resma de folhas quadradas com padrões variados. Mas pelo menos para mim, o youtube foi a forma mais fácil de iniciar esta brincadeira. 
É excelente para aqueles dias em que tens tempo, e precisas de descomprimir! 
A sensação de frustração é frequente nos primeiros modelos, mas depois habituaste às bases e às dobragens o que facilita imenso na construção do origami! 



Até breve**

Nova Era do Gelo?!


Olá amigos,

Foi assim, coberta de branquinho que as serras da minha Madeira despertaram esta manhã!! 
Num cenário nada habitual para os madeirenses, pois ninguém se lembra até hoje de nevão semelhante na Ilha!
É Lindo, isso é indiscutível. Mas é um sinal claro e evidente de que a meteorologia neste bocado de terra no oceano está a alterar-se drasticamente (especialmente nestes últimos dois anos... ).
Chuvas violentas que provocaram a tragédia de 20 de Fevereiro de 2010. Seguiram-se as altas temperaturas do verão passado que "originaram" (com muita ajuda humana...) os incêndios de 13 de Agosto e que nem daqui a 60 anos teremos reposto o que ardeu... e agora este nevão, quase na primavera, numa ilha considerada como subtropical... 
Estão a acontecer fenómenos excessivamente singulares, que preocupam ambientalistas e geógrafos, que em vão tentam alertar o condutor da laranja mecânica e a sua corja para este perigo. 
Mas como sempre, o lema da Política Regional é: "Podem espernear que vai ser tudo feito à moda  do "Partei-und-Oberster-S.A.-Führer" e sendo absolutamente assegurado os interesses económicos dos lambe botas que rondam o grandioso chefe supremo...
É bonito sim, este cenário de Suíça à madeirense, mas se calhar está na altura de começarmos a nos preocupar com estas alterações climatéricas! E a agir, pelo menos para evitar um déjavu de 20 de Fevereiro!

Até breve**

segunda-feira, 14 de março de 2011

A intemporalidade dos Seres Iluminados


«Numa época em que, em certas sociedades, o poder é pertença de minorias compostas pelos detentores do grande capital e por membros da tecno-estrutura; em que, noutras sociedades, dele se apropriou uma classe burocrática que domina não só todo o aparelho de Estado como todas as estruturas económicas e sociais – ou se quer apropriar uma elite de intelectuais auto-iluminados que pretendem pôr em prática os seus dogmas e as soluções mais ou menos originais que conceberam – pergunto-me: poderão as sociais-democracias retirar o exclusivo do poder às minorias oligárquicas, promovendo a sua efectiva transferência a nível político, económico ou social, para toda a população, desde os órgãos do Estado às unidades de produção ?(...)O Programa que aprovámos mostra bem que o nosso caminho tem de consistir na construção de uma democracia real. Não basta apenas rejeitar, ainda que claramente, as via oferecidas pelo neocapitalismo e pelo neoliberalismo, por incapazes de resolverem as contradições da sociedade portuguesa e de evitarem a inflação, o desemprego, a insegurança e a alienação na sociedades que constroem. Não bastam reformas de repartição ou redistribuição de riqueza, sobretudo pela utilização da carga fiscal. Há que introduzir profundas reformas estruturais, que alterem mecanismos do poder e substituam à procura do lucro outras motivações que dinamizem a actividade económica e social. Propomo-nos, assim, construir não apenas uma simples democracia formal, burguesa, mas sim, uma autêntica democracia política, económica, social e cultural.A democracia política implica o reconhecimento da soberania popular na definição dos órgãos do poder político, na escolha dos seus titulares e na sua fiscalização e responsabilização; exige a garantia intransigente das liberdades individuais, o pluralismo efectivo a todos os níveis e o respeito das minorias; não existe se não houver alternância democrática dos partidos no poder, mediante eleições livres, com sufrágio universal, directo e secreto. A democracia económica postula a intervenção de todos na determinação dos modos e dos objectivos de produção, o predomínio do interesse público sobre os interesses privados, a intervenção do Estado na vida económica e a propriedade colectiva de determinados sectores produtivos; pressupõe ainda a intervenção dos trabalhadores na gestão das unidades de produção.A democracia social impõe que sejam assegurados efectivamente os direitos fundamentais de todos à saúde, à habitação, ao bem-estar e à segurança social; exige a abolição das distinções entre classes sociais diversas e a redistribuição dos rendimentos, pela utilização de uma fiscalidade justa e progressiva. Finalmente a democracia cultural consiste em garantir a todos a igualdade de oportunidades no acesso à educação e à cultura e no favorecimento da expressividade cultural de cada um.(...) A aprovação dos estatutos veio consagrar o carácter eminentemente democrático do Partido, que, aliás, ficou bem expresso na forma como decorreu este Congresso: a participação entusiástica e espontânea de tantos dos delegados prolongou as nossas horas de trabalho, exigiu-nos um esforço suplementar. Mas mostrou bem que a democracia é a única maneira de um grupo, tão numeroso, chegar ao consenso entre variadas opiniões, sem submissão a despotismos iluminados.»

Olá amigos, este excerto é de Sá Carneiro, um dos fundadores do PSD e que infelizmente morreu cedo de mais. 
Porque coloquei este texto no blogue? visto já me ter assumido como sendo uma apartidária com esperança de ver ainda nascer um partido centralista... E apesar de ter prometido que evitaria trazer política para o meu blogue, tive de abrir uma excepção para este texto. 
Por vários motivos, mas essencialmente porque ao lê-lo, faz-me pensar que Sá Carneiro deve andar a dar muitas voltas no túmulo por ver o PSD que ele idealizou, no partido que é hoje... 
Pela intemporalidade este texto, que foi publicado em 1975 mas que retrata a sociedade de 2011!!! 
Por achar que ressuscitar os ideais deste homem magnifico, estes, não os dos actual PSD, ajudariam muito em retirar este País do fosso em que se meteu!!! 
E porque este homem era um idealista, que se atreveu a sonhar e a lutar por um Portugal melhor! Fracassou, é verdade, mas diria (num humor negro) que morreu a tentar!!

Até breve**

domingo, 13 de março de 2011

Grito do ipiranga à moda do Zé Povinho


Olá amigos, 

Hoje, milhares de pessoas saíram à rua num protesto organizado por jovens, mas que reuniu várias gerações de portugueses. Este foi pelo menos para mim, um grito desesperado de ajuda. Um grito que pede por oportunidade de trabalharmos na nossa área, no nosso País. 
Um grito de revolta conta o oportunismo dos estágios não remunerados, contra a injustiça dos recibos verdes. Contra empregadores que se aproveitam vergonhamente da crise económica que vivemos, fazendo contratações sucessivas de estagiários que se substituem uns aos outros como cartuchos de uma arma, sempre pronta a disparar mas que precisa de balas para o fazer! 
Porém a culpa não é só dos empregadores...afinal se estes tem mão de obra de gratuitamente, porque vão pagar por ela?! A culpa aqui é também partilhada por um sistema governamental e legislativo que permitia estes abusos. 
Foi preciso todo este movimento, para uma lei que a muito já se falava, sair da gaveta! É verdade que os estágios vão diminuir drasticamente, mas pelo menos os que conseguirem estagiar serão remunerados pelo serviço que prestam! 
Todavia esta lei é um tampão. Resolve o problema dos estágios não remunerados mas não resolve o problema dos empregadores contratar sucessivamente estagiários em vez de trabalhadores efectivos. Este ciclo vicioso, tenho para mim que vai continuar...
A precariedade que se criou na nossa sociedade é uma bola de neve que vai continuar a rolar estrada fora até nos congelar a todos. 
Não tenho a solução de como parar esta bola, mas tenho uma sugestão muito maluca: Vamos criar a partir da união de gerações que vimos ser patente nesta manifestação um sentido colectivo! Vamos lutar todos de lado a lado por uma sociedade melhor. Mais justa. Mais equitativa. Menos corrupta. Menos egoísta. 
Eu sei o quanto utópico e surrealista isto soa, mas porque não tornar isto realidade???? É assim tão difícil olharmos para o lado e estendermos a mão para uma pessoa que precisa?? É assim tão difícil abandonarmos o individualismo que o capitalismo originou e retornarmos a um colectivismo social onde todos precisavam uns dos outros, onde todos trabalhavam em prol uns dos outros. (Atenção que apesar do que acabei de escrever, estou longe de defender o comunismo.)
Espero que este dia fique marcado pela luta contra a precariedade, mas principalmente pela coragem dos portugueses, que apesar das dificuldades, continuam a se atrever a sonhar! 
Porque foi isso que levou milhares a se manifestar. A esperança de um futuro melhor. A perseverança de tornar uma utopia realidade. 
É possível darmos a volta a esta crise. Acredito mesmo que seja possível abanar as estruturas deste País e torna-lo melhor. Mas só vejo uma forma de o conseguirmos: Solidariamente unirmos-nos e trabalharmos para  alcançarmos este objectivo comum. 

Até breve**

sábado, 12 de março de 2011

Despedidas


Em todas as despedidas, é mais fácil para quem parte do que para quem fica! 
De repente ficou tudo novamente tranquilo. E faz-me falta o caos que tu crias! 
O espaço que ocupas e a alegria que trazes aos meus dias!
É bom ter-te perto mas custa muito voltar a ter-te longe!
***

quinta-feira, 10 de março de 2011

See you soon


Existe de facto pessoas que são insubstituíveis. Tu és uma dessas raras pessoas Polly 
A palavra saudade ganha o seu real sentido quando penso em ti, na tua ausência e na falta que me fazes.
Que saudade do teu abraço meu anjo...

Fazes-me falta
***

quarta-feira, 2 de março de 2011

Pecado Original


Chegaste de mansinho, e sem convite invadiste o meu espaço como se fosses legítimo proprietário do mesmo. Ignorando os meus protestos, avanças predador de encontro à minha voz.
Já não protesto contra a tua incómoda presença, mas contra o sorriso felino que me presenteias.
Presunçosamente fazes calar a minha indignação com os teus lábios venenosos. Beijas-me violentamente roubando o ar que é meu.
Arrogante, sussurras ao meu ouvido que não te contentarás com menos do que possuir a minha alma.
Olhas-me confuso. Pareces não compreender o absurdo das tuas palavras e a irritação que estas provocam em mim. Afinal só estás a cobrar algo que assumes ser teu por direito.
Em vão luto para me libertar dos tentáculos que sufocam o meu corpo de encontro ao teu. Contorço-me como um animal selvagem que se vê encurralado. Tento morder-te. Arranhar-te. Magoar-te. Mas a minha fúria, como bom predador que és, só aumenta o teu gozo.
Olhas-me provocador e em teus olhos vejo o reflexo da minha alma.
Contrariada sinto a resistência a bater lentamente retirada.
" És minha."
" As tuas palavras mentem-me. Mas é o teu corpo que te entrega."
" Pertences-me. Isso nunca vai mudar"
Derrotada cedo aos teus anseios.
A tua respiração aumenta, o meu desejo duplica e assim entre beijos ardentes e descontrolados, a roupa vai desaparecendo, a resistência desvanecendo, fica só nós e a loucura que nos une.
" És minha."
Eu e tu, tu e eu, não se explica. Não se entende. Apensas sente-se.
" És minha. Não porque possua o teu corpo. Mas porque possuo a tua alma."

terça-feira, 1 de março de 2011

Palavras que podiam ser minhas


Olá amigos,

No ultimo post que publiquei aqui no blogue foi sobre as cartas de Florbela Espanca. Havia um carta em particular que queria muito ler na integra.
Descobri que esta tinha sido escrita em Évora, em 10-7-1930 e dirigida a Guido Battelli.
O meu interesse por esta carta em particular é motivado por este pequeno excerto:

"...O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudades...sei lá de quê!" 

Foi ao ler esta frase que encontrei por mero acaso numa pesquisa aleatória no Google, a cerca de uns 5 anos atrás, que despertou a minha curiosidade por Florbela Espanca.
E despertou, porque apesar destas palavras serem a poetisa a descrever-se a si própria, senti que as escrevia como se estivesse a descrever-me a mim!

Esta frase resume a essência do meu verdadeiro Eu. O Eu que poucos conhecem. O Eu que muito pouco compreendem.
Estas palavras sou Eu sem acrescentar ou diminuir uma virgula.

Até breve**

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Cartas de Florbela Espanca


Olá amigos,

Para o mês de Fevereiro, a minha sugestão de leitura para vocês é o livro Cartas de Florbela Espanca.
Este, de todos os livros que tenho, é  um dos que mais me orgulho em ter. 
Porque trata-se das cartas da minha poetisa preferida e porque a edição que tenho, é uma relíquia, ou seja, é uma 1.ª edição, datada de 1986, pelas Publicações Dom Quixote.
Esta recolha efectuada das cartas da poetisa já não é editada à uns valentes anos, motivo pelo qual só agora chegou às minhas mãos! E chegou, porque foi encontrado num alfarrabista, por duas pessoas que tenho dificuldade em qualificá-las apenas como amigos e que ofereceram-mo no dia de S. Valentim!!! 
O facto de ser este livro em particular, o único que não conseguia encontrar de Florbela Espanca em livraria nenhuma, encheu-me de felicidade mas ter-me sido oferecido por quem foi, colocou-o imediatamente no pedestal que reservo apenas para alguns raros livros!

Posto ter partilhado esta pequena vaidade com vocês, esta compilação de cartas é a cereja no topo do bolo para os apaixonadas por esta poetisa. 
Todavia, senti-me, tal como sinto sempre em relação a outras cartas ou diários que já tenha lido, a invadir a privacidade de quem as escreveu. 
Em causa está a correspondência privada, ou no caso dos Diários, os pensamentos mais profundos e secretos de um Ser Humano. 
O pudor que sinto, é porque estas obras são por regra, publicadas post mortem e dada a intimidade que estas revelam, considero que quem os escreve não é o escritor, mas apenas e só a alma por trás deste. 
De qualquer forma, que me perdoe a Florbela Espanca por este abuso, mas a verdade, é adorei penetrar na sua intimidade e conhecê-la como nenhum dos poemas, prosas ou contos tinha até agora conseguido! 

Este livro não é simplesmente brilhante, é essencial para quem quer conhecer esta grande mulher! 

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Feliz Dia de S. Valentim!!!



Olá amigos,

Este é para quem me conhece, um dos meus dias preferidos do ano! Se para grande parte da humanidade é considerado o dia dos namorados, para mim é o dia de celebração do Amor. E este manifesta-se de formas muitos diferentes, daí que faça questão de o partilhar também com as pessoas que todos os dias fazem a minha existência valer a pena!
Por isso meus queridos, muito queridos amigos e lembrados com tanta saudade, tenham um dia feliz! E lembrem-se que vocês são preciosos ao meu coração, que tomou o doce hábito de vos conservar um cantinho privilegiado onde a mais ninguém deixo entrar!

( Frase adaptada de Florbela Espanca, em Cartas)

Até breve**

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Cantigas Leva-as o vento


"A lembrança dos teus beijos 
Inda na minh' alma existe,
Como um perfume perdido,
Nas folhas dum livro triste.

Perfume tão esquisito
E de tal suavidade,
Que mesmo desapar'cido
Revive numa saudade!"


Florbela Espanca, em Trocando Olhares.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Quem diz a verdade...


"A inveja é a religião dos medíocres. Reconforta-os, responder às inquietações que os roem por dentro e, em última análise, lhes apodrece a alma e lhes permite justificar a sua mesquinhez e cobiça a ponto de acreditarem que são virtudes e que as portas do céu se abrirão apenas aos infelizes como eles, que passam pela vida sem deixar outra marca que não seja a das suas mal-amanhadas tentativas de amesquinhar os outros e de excluir e, se possível for, destruir aqueles que, pelo simples facto de existirem e de serem quem são, põem em evidência a sua pobreza de espírito, mente e entranhas. 
Bem-aventurado aquele a quem os cretinos ladram, porque a sua alma nunca lhes pertencerá."


Carlos Ruiz Zafón, O jogo do Anjo

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Comer, orar e amar

Olá amigos,

Esta é a minha primeira sugestão de leitura de 2011!


Foi n.º1 do The New York Times durante mais de um ano. Vendidas mais de 5 milhões de cópias. Sendo recomendado pela comunidade de leitores da Oprah e tendo inclusive sido inspiração para um filme...mas para vos ser honesta, tive algumas dificuldades com este livro... 
Não posso dizer que não gostei, pois seria mentira, mas senti uma séria resistência de tédio!!
Por vários motivos....mas principalmente porque em algumas parte (especialmente em  relação a detalhes religioso) é muito cansativo de ler, tornando-se deveras aborrecido.
É um livro escrito por uma mulher para outras mulheres...e só por isso já sentia alguma embirração...mas no final o balanço é o seguinte: gostei. 
Tem algumas teorias interessantes. Fez-me pensar e encarar a religião com olhos mais doces. Fortaleceu a  minha teoria de que nada acontece por acaso e que a vida pode ser muito mesmo muito complicada mas se nos prendermos ao negativismo é que não vamos mesmo lá! Ou seja, pelo menos para mim, não trouxe assim nada de novo. Mas é uma leitura relaxante, moderadamente bem escrito e com uma mensagem subjacente muito válida e importante! 

Em 5* dou um 3!

Até breve**

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Parabéns Vitinho



Olá amigos!!!!

Hoje soube que umas das minhas melhores recordações de infância mais bonitas faz 25 anos!!
Este menino era o despertador que marcava o final do dia! Tenho a nítida recordação de ficar impaciente com a minha irmã do meu lado, à espera de o ouvir.
Já não apreciávamos muito era quando acabava a música e o Vitinho ia dormir...significava que com ele, nos também tínhamos de ir...e ai começava outra música bem diferente!!!
Mas foi maravilhoso recordar estes momentos que marcaram a fase mais pura e inocente da minha vida!
Que pena que hoje as nossas crianças já não tenho um Vitinho que lhes anuncie docente a hora de ir dormir...

Até breve**

De regresso ao mundo das letras


Olá amigos

É verdade que tenho deixado o blogue ao abandono nos últimos tempos...poderia tentar culpar a falta de tempo, mas é sobretudo a falta de inspiração e de estímulo que me tem afastado da escrita!
De qualquer forma, apesar de já estarmos em Fevereiro, queria desejar a todas as pessoas que visitam o atreve-te a sonhar um excelente ano de 2011!!!
Para este novo ano, mantenho os mesmos objectivos para este blogue, nomeadamente a minha sugestão mensal de leitura. Esta é uma tarefa que a vida do dia-a-dia nem sempre me permite cumprir atempadamente, por isso peço-vos alguma condescendência em relação a isto!
Outro dos meus objectivos, é partilhar com vocês outra das minhas paixões, poesia. Quer seja dos meus prosadores favoritos ou de simples anónimos que todos os dias cruzam a minha vida encantando-me com as suas palavras!
Mantenho firmemente a convicção de que só trarei temas de política e religião para discussão neste blogue em situações muitíssimo pontuais. Não que estes não me interessem, mas porque este é o meu mundo utópico pelo qual, tentarei sempre protege-lo da sujidade do mundo real!!!


Até breve**

sábado, 25 de dezembro de 2010

Ditadura na Madeira????????!!!!!!



Eu estou mesmo a habilitar-me a que as laranjas mecânicas e que a intolerância façam sumo comigo...mas vou correr novamente o risco! Parece-me que a gravidade da situação, merece tal esforço!

Tenho de partilhar com vocês as seguintes declarações:


"Hoje de madrugada, no mercado, fui agredido à má fé de forma silenciosa e premeditada. Não houve conversa, não houve troca de palavras, não houve discussão. O indivíduo não estava embriagado e dirigiu-se directamente a mim e esbofeteou-me violentamente. Não reagi e afastei-me. Tive medo e, pela primeira vez na vida, senti-me inseguro na minha própria terra perto de milhares de madeirenses. Refugiei-me imediatamente junto da minha família, menos para fugir do medo e da ameaça mas mais para protegê-la da violência que acabara de sofrer.

Viver no medo é o mais baixo degrau da sã vivência em sociedade. Mas o medo é porventura o tónico mais eficaz para reforçar a coragem nas convicções. Há heranças que serão difíceis de apagar!" 


Isto que acabaram de ler, escrito na primeira pessoa por Carlos Pereira João, que é nada mais nada menos que Deputado da ALRAM e Vice Presidente do grupo parlamentar do PS Madeira. 
É caso para dizer que "ser do Contra" na Região Autónoma da Madeira ou pelo menos, ter uma opinião diversa da maioria, é habilitar-se a uma estadia no Hospital do Funchal!!!!
Como Madeirense, isto envergonha-me. E publico sim, para que todos saibam o que aqui realmente se passa!
Os madeirenses vivem numa ditadura camuflada (e mal) onde o "Salazar" e a sua PIDE (pessoas que não respeitam a liberdade individual de pensamento e de expressão) espalham o medo em todos os que se atrevem a lhes fazer frente.

Isto é inacreditável e absolutamente inadmissível.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Filho de Ninguém



Olá amigos,

Estou vergonhosamente em falta em relação à minha sugestão mensal de leitura.
Podia tentar justificar com a falta de tempo. E sim, isso também tem sido parte do problema, mas o motivo principal é relativamente simples. Estou a ler um livro que não estou a gostar.
"Comer, orar e amar" é tão aborrecido que cada pagina que leio tenho vontade de comer, amar e mesmo orar, tudo menos lê-lo...!!!
Porém, queria falar-vos de outro livro que li à algum tempo atrás, e que marcou-me significativamente.
Chama-se "Filho de Ninguém" e  foi escrito por Micheal Seed.
É um livro de 207 página, dividido por 30 capítulos, onde este padre católico descreve as suas memórias de infância.
Tenho de vos alertar, que este não é um livro para pessoas muito sensíveis, ou caso sejam, estejam preparados para uma leitura emocionalmente desgastante.
Esta deve ter sido das mais duras histórias de vida que já ouvi.
Este homem, outrora uma criança teve uma infância que tenho dificuldade em qualificá-la como infernal. Pois é pouco para o que este pequeno ser viveu.
Só para vos dar uma ideia, com apenas 5 anos, teve de lutar pela sobrevivência contra um pai perturbado e violento. Passou fome. Foi torturado. Perdeu a mãe que se suicidou. Era vitima de mãos tratos por parte dos  avós e transformado em escravo sexual (do pai).
Chocados? Isto é apenas uma breve ideia, lembram-se?
Todavia, esta criança dotada de uma incrível capacidade de resiliência, cresceu e tornou-se num Homem bom, bem sucedido e influente.
Este livro, é um testemunho triste e doloroso de uma criança, que deve ser o espelho de tantas outras que por este mundo viveram ou vivem o mesmo. Mas é também um testemunho brilhante de coragem "de um Ser Humano e da sua notável capacidade para triunfar sobre os horrores".
Depois de ter lido este livro, houve duas pergunta que não me saiu da cabeça durante uns dias...

 "Como é que se sobrevive a isto?"
e
" Tu ainda te atreves a reclamar da tua vida?"

Muito bom mesmo!

Até breve*

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Train - Shake Up Christmas



Meus amigos,

Espero que tenham um Feliz Natal, e que o vivam com o espírito certo, sem este consumismo que pelo menos para mim, afasta toda a magia e beleza desta quadra! 
Natal significa família, amigos, partilha e união! 
No final, é isto que verdadeiramente importa!
Deixem lá de se preocupar com a balança e aproveitem para se "entupir" de rabanadas, sonhos e muita carne de vinho e alho!
Beijinho muito grande, aos que estão perto, mas principalmente para os que estão longe! 

Até breve**

Sandrinha

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

E já que estamos no Natal...

Meus amigos, eu sei que esta ausência é indesculpável mas desde o ultimo post até a uns dias atrás a minha vida virou uma fabrica de fazer presentes!! 
É verdade! Este ano perdi a cabeça e decidi criar a maior parte das minhas prendas de natal! Apesar das muitas horas passadas entre materiais de bricolage, no final, valeu a pena cada dedo cheio de cola! 
Parecendo que não, é possível criar presentes muito originais com muito pouco dinheiro! É só preciso uma dose elevada de paciência e o desejo de oferecer um miminho único a alguém que verdadeiramente o merece!
Aqui fica o resultado de alguns destes mimos...

Até breve**

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Cartas a Sandra

Olá amigos,


Eu sei que ando atrasada em relação à minha sugestão mensal de leitura, mas esta tarefa de conseguir ler um livro por mês... é um pouco mais árdua do que estava a espera! 
De qualquer forma, " Cartas a Sandra" de Vergílio Ferreira foi a minha escolha para ocupar as horas vagas do mês de Outubro!
Dizer-vos que adorei é pouco, muito pouco para o descrever.
Escrito por um dos maiores e melhores prosadores de língua Portuguesa, este livro foi editado post mortem pela filha do escritor, que encontrou estas cartas amontoadas juntamente com outros manuscritos inacabados.
Este legado deixado por Vergílio Ferreira, é para mim, o mais especial de todos os que o escritor escreveu.
Como o próprio nome do livro indica, são uma compilação de cartas. Cartas de amor, que Paulo escreveu para a mulher, Sandra, depois da morte desta.
Este livro é considerado um epílogo ao romance " Para Sempre". Porém, neste é ainda mais evidente a catarse de um amor inesgotável. 
Um amor tão forte que as palavras não são capazes de o descrever e onde " a dimensão metafísica desempenha um papel apaziguador no desespero obsessivo de Paulo na evocação da memória de Sandra".
Existe um fatalismo romântico neste livro, que para mim, foi a cereja em cima do bolo! Não só foram escritas para uma pessoa que já tinha morrido, como a ultima carta publicada no livro, foi a única testemunha da morte o escritor! 
Vergilio Ferreira foi encontrado morto debruçado sob a mesa onde escrevia diariamente. Faleceu da forma como viveu, escrevendo. Sendo as ultimas palavras do escritor para a mulher. 
Muito bom mesmo! 

Até breve**

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Em busca do amor


"O meu destino disse-me a chorar:
Pela estrada da vida vai andando,
E, aos que vires passar, interrogando,
Acerca do amor, que hás-de encontrar".

Fui pela estrada a rir e a cantar,
As contas do meu sonho desfiando...
E noite e dia, à chuva e ao luar,
Fui sempre caminhando e perguntando...

Mesmo a um velho eu perguntei: 
 Velhinho viste o amor acaso em teu caminho?
E o velho estremeceu...
Olhou...
E riu...

Agora pela estrada, já cansados,
Voltam todos pra trás desanimados...
E eu para o murmurar: 
Ninguém o viu passar..."

Florbela Espanca, Sonetos

sábado, 6 de novembro de 2010

Histórias com gente dentro - O meu amor



Histórias com gente dentro.

Esta história " o meu amor" foi uma das primeira contadas neste programa, transmitido pela SIC e conquistou-me completamente. Confesso-vos que em algumas partes emocionou-me a ponto de estar a fazer um esforço para tentar controlar as lágrimas.
Eu sei que ando uma lamechas. Amor para cá amor para lá e já houve quem apresentasse as suas queixas =P mas meus amigos, de momento deu-me para isto! Tenham lá paciência que isto passa-me!
De qualquer forma, acho este programa fantástico. Grandes reportagens que "dão voz às pessoas, aos seus estados de alma, sentimentos e vivências. Gente anónima com historias extraordinárias"
"E toda a gente tem uma história para contar. Basta querer ouvir"
Da autoria de Ana Sofia Fonseca, estas histórias são contadas todas as semanas, à sexta-feira a noite, depois do Jornal da Noite!

"Vidas que se cruzam, histórias de amor e de ódio, de alegria e de tristeza. Do dia-a-dia. Em cada programa, um tema comum a todos nós. Um olhar diferente sobre o país. "


Até breve**

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O coração da terra bate ao ritmo dos teus passos


Meu amor,

Escrevo-te cartas para contrariar a tendência de já ninguém o fazer. Eram assim que sempre começavam as minhas cartas para ti! 
Lembraste como costumavas espicaçar-me à conta dos meus ideias românticos? Dizias ser a ultima romântica do século XXI e que escrevia cartas de amor apenas para indignar Fernando Pessoa!
As tuas palavras não me impediam de te escrever, tanto que perdi a conta de quantas te escrevi. Apesar de nunca ter tido coragem de perguntar-te, sei que ainda as guardas, fechadas algures dentro de um baú qualquer onde armazenaste tudo o que um dia representou um "nós". 
Tenho-me questionado se depois de mim, alguma outra, que ocupou o meu lugar voltou a escrever-te. Guardo secretamente o desejo masoquista de por tuas mãos não ter voltado a passar uma outra carta de amor. Assim, ao menos continuarei a ser para ti aquela que escrevia lirismos amoroso em papel perfumado.
Por estranho que te possa parecer, depois de ti comecei a achar que Pessoa tinha razão. Agora todas as cartas de amor parecem-me tristemente ridículas. 
Continuo a acreditar num amor antiquado que marcou outras épocas. Num amor que vive-se uma só vez na vida. Num romantismo doentio em que ainda era possível morre-se por um desgosto amoroso.
Num amor como o de Virgílio Ferreira e Sandra, como o de Inês e Pedro, como o de Elizabeth e Mr. Darcy, apenas perdi a capacidade de escrever para outro que não tu.
É ainda estranho ver-te somente como um amigo. Houve um tempo, em que acreditei que envelheceríamos juntos. 
Dar-te por garantido foi o meu maior erro.
Julguei-te meu.  Oh como julguei-te mal.
Não sei dizer-te quando ou porquê comecei a tratar-te como um apêndice que trazia pendurado ao coração.
Podia tentar culpar o tempo. Habituei-me a ti. E usei-te com a mesma certeza de que, tal como o ar que respiro também tu serias ilimitado.
Conduzi-te pela minha mão cega e inconsciente ao abismo de nós, sem me aperceber que ia esgotando um sentimento que presumi infinitamente inesgotável.
Este meu amor, foi o meu 2º maior erro. Esqueci que as presunções são por regra ilidíveis.
Hoje, compreendo com absoluta clareza das coisas inexplicáveis, que as tuas mãos escreveram na minha pele uma maldição que irei transportar comigo até ao fim. E que o prazer que o meu corpo conhece, é o que aprendeu com o teu e é esse prazer que ensino a outros homens, que uso para tentar enganar a ausência de ti.

Até breve**

Circo de feras e palhaços

Olá amigos,

Eu sei que tinha prometido não manchar o meu blogue com temas obscuros como politica... mas tenho de abrir uma excepção. É que as coisas andam de tal forma ridículas que se não escrevo rebento!
Mas não fiquem assustados.... a epidemia de insanidade ainda não chegou a estes lados! Serão apenas uns pequenos comentariozitos inocentes ao nosso actual circo politico! 


E já que referi isto, que tal começar pelo famoso acordo orçamental. Que triste espectáculo. O que me preocupa, é que nenhuma das partes demonstrou uma coisa que considero ser primordial para alguém que tem de dirigir um País...ou que o pretende vir a dirigir... BOM SENSO.
Pelo contrário, estas negociações e o seu fracasso representaram apenas uma estratégia explicita de puro oportunismo partidário que só ajudou a clarificar a desconfiança dos mercados internacionais em Portugal!!! 
E como se isto não fosse mau o suficiente, em menos de 24horas os mesmos brincalhões decidem reatar as negociações, depois de proferidos insultos infantis e comportamentos que nem a garotos se admite, e selam um acordo de austeridade num selecto bairro lisboeta da Lapa...na casa Eduardo Catroga!!!! Qual formalismo democrático? Esqueçam lá isso!! 
Ainda no mesmo assunto, tenho ouvido que algumas pessoas consideram boa ideia a vinda do FMI em vez deste acordo...nomeadamente o Presidente do Governo Regional da Madeira... ora bem...apesar da minha infundada ignorância neste campo, parece-me que tendo em consideração que a inexistência de orçamento levaria a um descrédito (ainda maior) internacional, ao consequente fecho do crédito e a intervenção do FMI a vir pôr ordem na casa...já que nós não somos capazes, seria mais vergonhoso do que o campeonato que o Benfica está a ter este ano!! (peço desculpa, não resisti) 
Deixo por fim uma ideia, muito parva a estes senhores, e que tal deixarem-se de jogos calculistas politico-partidários, arrogâncias e vaidades e fazerem o que vós compete... sei lá...vem-me assim a cabeça colocarem para variar os interesses de Portugal e dos portugueses em primeiro lugar??!! (eu avisei que era uma ideia muito parva... mas eu sempre tive uma certa tendência para utopias...)


O outro assunto, que na realidade não é bem outro assunto, é o misterioso fosso para onde vai o dinheiro desviado...desviado não que é feio... a derrapagem das despesas do estado. Isto sim devia virar um dogma! É que fala-se em derrapagem, em défice, mas ainda não ouvi ninguém me explicar o porquê? para quê? ou para quem foi utilizado este dinheiro.
Mais grave que isto, medias para impedir que isto aconteça? heresia meus amigos! Criação de um organismo externo que investigasse estas derrapagens...uiii isto daria uma confusão tremenda! (e aqui entre nós... muitas personagens governamentais iam passar a ver o sol aos quadradinhos... dizem as más línguas que corrupção, enriquecimento sem causa, má fé, são crime...)
Sabem aquele livro "onde está o wally" ? em portugal é "onde está o dinheiro roubado dos contribuintes" 


Para terminar, não posso deixar passar as presidenciais! Cavaco volta a recandidatar-se, até aí não existe grande novidade. O curioso é que o senhor Silva lembrou-se agora de ser poupado! Vejam só! Afinal ainda existe seres iluminados!
Que bela mensagem transmite aos portugueses: "Vamos poupar quando já não tivermos o que poupar".
Fora a ironia, isto pode ser uma media que prejudique a sua reeleição, é verdade, mas não deixa de ter sido um excelente golpe de campanha! 
Em tempo de crise o ainda PR sacrifica-se pelo seu povo! Onde é que já ouvi esta história? Ainda reforça este paternalismo fora de tempo, proferindo que irá gastar menos de metade dos cerca de 4,2 MILHÕES de euros permitidos por lei! 
Apesar destas opções serem tácticas populista e demagogas, fiquei feliz em as ouvir! (beneficia a economia e o ambiente!!!)
Tarde e a mal horas, temos de começar a encarar que somos um País um bocadinho desprotegido de verbas... e como tal só existe uma forma de alterar isto, gastar menos. Gastar de forma inteligente. Acima de tudo, gastar o dinheiro dos outros como se fosse o nosso! 

Pronto, depois desta diarreia de disparates dos nossos governantes vou voltar para o meu mundo utópico! 

Até breve**

(Ah!! Por favor... não reportem novamente o meu blogue à google por causa deste post... ninguém leva a sério as coisas que eu escrevo! Não vale a pena darem-se ao trabalho...)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Oliver Twist


Olá amigos,

Apesar do atraso, esta é a minha sugestão literária do mês de Setembro! Olive twist é um romance de Charles Dickens que relata a vida e as aventuras de um menino órfão. Oliver nasce numa época em que a Inglaterra via-se a braços com uma situação de grande precariedade económica provocada pela era revolução industrial.  
Época essa que ficou marcada por grandes desigualdades sociais e onde a marginalidade e delinquência eram uma forma de sobrevivência entre as classes mais baixas da sociedade londrina. 
É uma história chocante e emocionalmente. A escrita deste autor (pelo menos neste romance) desperta nos leitores um desprezo pela humanidade...que de humano tem apenas o aspecto de Homem... perante as injustiças a que este miúdo é sujeito. Mas quase quando estamos a perder toda a esperança no Homem, Dickens dá uma volta enorme à história, como se quisesse dar às personagens e aos leitores uma nova oportunidade. 
À semelhança do que aconteceu com o próprio, as personagens de Charles Dickens são normalmente crianças, com percursos difíceis e vítimas de injustiças sociais. Mas que apesar de um destino fatalista, acabam conseguindo vence-lo!
 Gostei particularmente da forma zombeteira e de escárnio como o escritor descreve as personagens que personificam uma elite hipócrita e indigna. Uma elite indiferente, que desdém perante as classes pobres e desprotegidas da sociedade. Dando-lhes um toque de caricatura que apesar do drama da situação, chega a ser muito engraçado. 

Gostei mesmo muito deste livro. Uma leitura por vezes massuda e cansativa, mas com um pouco de paciência vale mesmo a pena lê-lo. 
A mensagens transmitida pelo escritor tem tudo a ver com a essência deste blogue.  Dickens "pede" aos leitores para não deixarem de acreditar. Para se atreverem sempre a sonhar. Porque é possível mesmo perante momentos dramáticos e percursos de vida adversos, alterar um destino que parece predestinado ao infortúnio!!

Até breve**

domingo, 17 de outubro de 2010

O tempo


"O tempo é valiosíssimo, mas não custa nada.
Podemos fazer o que quisermos com ele, menos possuí-lo.
Podemos gastá-lo, mas não podemos guardá-lo.
E quando o perdemos, não podemos recuperá-lo.
Passou e pronto."






Foto de Daniel Camacho,  olhares.com/hipnoz
Desconheço o autor da citação.

Generosidade


Olá amigos,

hoje escrevo-vos uma cartinha que gira em torno de um sentimento... a generosidade!  Carta essa , que tem como personagens principais um grupo de pessoas de nacionalidade brasileira. E que se desenvolve sobre o palco de um dos meus cafés de eleição aqui no Porto.
Confusos? Passo a explicar:
Este café fica situada a pouco passos da minha casa, e é um café igual a tantos outros que se encontram em cada esquina, de qualquer cidade. A única particularidade deste espaço, é que desde os proprietários aos empregados, são todos sem excepção provenientes de terras de vera cruz!! Até a música ambiente que normalmente embala os clientes é bossa nova!
Pelo menos uma vez por dia vou até ao "Lux" saciar o meu maior vício... o café! Esta rotina faz com que os empregados já me tratem como parte integrante do estabelecimento. Estanham quando lá não vou e mal me sento, o meu café cheio está a chegar, mesmo sem o pedir! Este gesto é sempre acompanhado por um comprimento deste género: "Olá amor, tudo bem com você?" No inicio estranhava esta familiaridade de trato! Hoje, confesso-vos que estranho se não a ouço!
Onde é que entra a generosidade nesta história?
Ora, sempre que não me levanto à hora de já estar na paragem à espera do autocarro, é no "Lux" que tomo o primeiro café do dia. E pelo menos de todas as vezes que isto aconteceu, vejo entrar uma idosa, carregada com sacos e já curvada pelo peso de uma vida longa. 
Uma senhora que apesar do físico frágil e debilitado, conserva um olhar enérgico e a voz vivaça de uma garota na flor da idade! 
Esta seria uma idosa comum com quem cruzo o meu caminho todos os dias se não provocasse um aperto nas minha entranhas cada vez que a vejo. O motivo é simples, esta mulher, que faz-me lembrar a minha avó, faz do semáforo o seu local de trabalho. É frequente encontra-la no meio da estrada, por entre os carros a pedir esmola...alheia ao inconstante estado da meteorologia.
Voltando ao café, observo-a sentar-se, a trocar umas animadas palavras com o empregado, que traz-lhe de seguida um copo de leite fumegante e um pão com manteiga. 
vejo-a esmigalha  o pão aos pedacinhos e mergulhar no leite, devorando o pequeno-almoço, a uma velocidade que apenas a fome justifica. 
Este gesto volta a repetir-se à hora de almoço, sendo-lhe servido um prato de sopa , um pão e por vezes um sumo de acompanhamento. Ambas as refeições são pagas pelo coração puro de quem lhe serve!
E foi com admiração e algum espanto, que presenciei a uns dias atrás, que a generosidade desta gente não fica por aqui. 
Ao final do dia, o pão e os bolos que não foram consumidos, não são guardados para servir no dia seguinte aos primeiros clientes!!!! São embrulhados  e entregues a outro idoso, desta vez de sexo masculino, que tenho quase como certo, que faz da dura e fria calçada portuguesa a sua cama e das desertas ruas do Porto a sua casa. 
Este homem que tem à vontade mais de 70 anos, ao contraria da "avó" que descrevi a pouco, tem um olhar que reflecte a imagem de alguém que já perdeu a fé e a esperança na vida. 
Sempre que o vejo, tenho a impressão que este move-se comandado por um piloto automático... a que chamarei de sobrevivência. 
Tenho para mim, que à muito que este homem deixou de viver. 
Voltando novamente ao café, vejo-o chegar e esperar à porta sempre com os olhos colados no chão, o fecho do estabelecimento. Altura em que o empregado entrega-lhe o que penso ser (em muitos dias) o primeiro alimento que lhe chega ao estômago! 

Agora que os emigrantes estão na mira de certos governantes europeus... este grupo de "estrangeiros"  (que são tantas vezes discriminados pela sua nacionalidade), dão-me todos os dias uma lição de bondade e generosidade que deveria envergonhar muitos Portugueses!!! (Pelo menos a mim, fazem-me pesar a consciência cada um destes gestos, por lamentar, mas nada mais fazer que isso.)
É verdade que não conseguem mudar a realidade das pessoas que ajudam, mas ao menos trazem um pouco de alegria e conforto às suas vidas!

É bem mais do que eu faço! 

Até breve**