domingo, 8 de maio de 2011

Jardim a grande fraude!!!



Olá amigos,

Não, " Jardim a grande fraude" não é a minha sugestão de leitura para o Mês de Maio, nem nunca será. Pelo simples motivo que não quero, nem faço a menor tenção de o vir a ler! 
Tenho a certeza que lá estará escrito muita verdade, mas é impossível um livro deste género não ser tendencioso. 
Todavia, o motivo que me leva a escrever este post, é a minha luta constante contra a tentativa de suprimir a liberdade de pensamento e expressão na Madeira. 
O lançamento deste livro foi mais uma prova do "Regime do Medo" que o Jardinismo faz imperar na Ilha. 
Faria todo o sentido que este livro (que versa sobre a Madeira e que gira em torno do Presidente do governo Regional e sua trupe) fosse primeiramente lá divulgado. Mas por uma estranha infeliz coincidência... foi adiado por "indisponibilidade de espaço". Tendo alguns locais confirmado e depois vindo a desmarcar... outros inviabilizaram imediatamente a proposta. 
Desconheço se entretanto já foi possível fazer uma apresentação pública do mesmo. Mas enquanto estive lá de férias, cheguei a vê-lo à venda na  Fnac e na Bertrand... e mesmo assim, só depois de ter sido apresentado publicamente em Portugal Continental...! 
Este desrespeito pela liberdade já passou todos os limites! Se era patente a censura na Madeira com a história do Diário de Noticias da Madeira... a dificuldade no lançamento deste livro é ainda pior! É o sinal claro que Jardim não só controla a comunicação social...como consegue através do medo, fazer o mesmo com o povo!
Como é que deixamos isto chegar até este ponto?
A Madeira vive sob um regime totalitário, que não só o consentimos, como o elegemos consecutivamente!
É só a mim ou isto não faz o menor sentido?
Quanto mais tempo vão os madeirenses sujeitar-se a isto?
O que mais será preciso este senhor fazer, para lhe apontar-mos o caminho da reforma? (ou melhor dizendo...DAS reformas)...
Está mais do que na hora! Vejam o estado em que está a nossa Ilha hoje em dia!! Relembrem o que era a Madeira a uns anos atrás! 
É muito fácil administrar um território quando o dinheiro não é nosso... e quando ele existe em quantidade para o fazemos!
Ao fim de 32 anos, muitos milhões deram entrada na Madeira, e que foi feito desse dinheiro? Desenvolvemos as vias de acesso, é verdade...mas que relevância tem isso se nem conseguimos sobreviver sozinhos! Já não se pesca, numa terra que tem mar por todos os lados! Matou-se a agricultura e produção de gado, pouco produzimos para ter receitas a não ser do turismo... 
Regionalismo é muito bom, senhor Presidente...mas com a "mama" do Governo da Republica e com os financiamentos da UE! 
Assim, qualquer um fazia o que o senhor fez! 

Até breve**

terça-feira, 3 de maio de 2011

Vejo o mundo através de ti


Escrevo-te para contrariar a tendência de já ninguém escrever cartas de amor como nós.
Todos os dias procuro-te na minha solidão. E vivo-te na minha saudade, sabendo que para além dela está também a tua.
Partilhamos a mesma alma.  Um bocado de mim que descobri-a por acaso de um destino, em ti. A outra parte que encaixa na minha.
O mar que ambos amamos, e que tantas e tantas vezes foi cúmplice e testemunha do nosso amor é hoje sinónimo de nosso sofrimento.
Afogo a tua ausência nas entranhas do meu corpo e instintivamente dou por mim a recolher as mãos de encontro ao peito e a pressiona-las sob o meu coração pequeno e apertado.
A tua recordação faz este meu órgão pulsante bater violentamente.
Suspiro...
Suspiro fundo e demoradamente com esperança de libertar as correntes que sufocam-me minha alma saudosa de ti.
E procuro-te, em casa sílaba que escrevo, em cada virgula, em cada espaçamento de tempo entre as tuas palavras. Por entre cada extensão do teu olhar, que busco prender dentro do meu. Por entre cada respiração nas pausas de um beijo.
Procuro-te, no sentir de cada recanto teu quando fecho os olhos. E tenho-te por instantes perto de mim. Tão perto que vejo o trajecto das tuas mãos segurar nas minhas. E Ouço a tua voz suave e rouca junto do meu ouvido, sussurrando um "quero-te", num sopro desfeito de um "amo-te" ... que tanto assusta-te dizer... que eu tanto quero ouvir.
Procuro-te, em cada manhã cinzenta e chuvosa. Em cada final de tarde, em que recordo todas as vezes que o contemplamos juntos, abraçados ao corpo um do outro em silêncio cúmplice. 
Procuro-te em cada noite que deito-me sozinha, numa cama que sem ti é um deserto demasiado grande.
E sinto-me pequena. Infinitamente pequena nesses momentos.
Recorro à lembrança de teu sorriso para adormece E é no teu ombro que adormeço todas as noites.
Procuro-te, nas pedras que piso e que choram pelos passos intervalados dos meus longos dias sem ti.
E nas paredes da minha alma arranhada pelo desejo, que sufocam as palavras que mais ninguém ouve, e mais ninguém sente para além de nos.
Procuro-te, e é entre todos os meus silêncios distantes que em ecos impelidos pela memória, a tua presença acontece. E és novamente meu. 

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Virgem Suta "Linhas Cruzadas" (exclusivo Antena 3)




Virgem Suta


"Reajo a esse incomodo olhar

Nem quero acreditar

Que vem na minha direcção

Há dias que estou a reparar

Nem queres disfarçar

Roubas a minha atenção

Aprecio o teu dom de tornar

Num clique o meu falar

Numa total confusão

Confesso que só de imaginar

Que te vou encontrar

Me sobe à boca o coração

E falas de ti

E Falas do tempo

Prolongas o momento

De um simples cumprimentar

Falas do dia

Falas da noite

Nem sei que responda

Perdido no teu olhar

É certo que sempre ouvi dizer

Que do querer ao fazer

Vai um enorme esticão

Mas haverá quem possa negar

Que querer é poder

E o nunca é uma invenção

Bem sei que este nosso cruzar

Pode até nem passar

De um capricho sem valor

Mas porque raio hei-de evitar

Se esse teu ar

Me trouxe ao sangue calor"

 
Palavras para quê? Está tudo dito...
 
Gosto em especial desta parte: 

"...Confesso que só de imaginar

Que te vou encontrar

Me sobe à boca o coração"

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Lágrima ténue!

"Nunca devia ter-me conhecido
Muito menos ter-me dado a conhecer
Porque entre sentimentos e emoções
Deixei-me arrastar e agora não sei como me erguer!

Nunca devia ter-te levado nos meus pensamentos 
E largar-te por eles a navegar,
Porque agora sinto-me inútil, frágil...
Muito desprotegida, sem saber onde é o meu lugar!

Nunca devia ter alimentado o desejo de outrora 
Muito menos a esperança que não existia,
Nunca devia ter-te deixado entrar nos meus sonhos 
E despercebidamente, destruir o pouco que havia!

Nunca devia ter-te inventado
Num mundo meu cheio de fantasia 
Que nos dias de hoje é o meu suplicio 
E me sufoca, quer seja noite, quer seja dia! 

Pergunto a alguém superior esperando que responda,
Se tudo o que senti foi quimera em vão
E se tudo o que existiu nesse tempo
Não moveu nem um pouco teu coração! 

Mas a única coisa que eu recebo
Seja noite, seja dia, seja inverno, seja verão...
É uma lágrima ténue 
Que apenas provoca desgosto e solidão!

É a lágrima ténue, aquela que escorre frágil 
Molha meu rosto, percorre meu leito...
Cai no chão, faz-me pensar no que passou 
E no quanto fui apenas verso sem proveito!"


Poesia escrita por: Carina Rocha, no blogue, http://carinamix.blogspot.com/

terça-feira, 19 de abril de 2011

Time Out


Olá meus amigos... é neste paraíso que vou estar nos próximos dias!!
É curioso que ainda a uns dias atrás, perguntaram-me se já não me sentia mais Portuense que Madeirense... na verdade é um pouco difícil para mim responder a esta pergunta. 
Eu sou madeirense de coração, e portuense por escolha...
Mas por muito que adore viver no Porto, a Madeira é, e será sempre o meu porto seguro!


E hoje, digo-vos sem a menor dúvida que é mesmo muito bom voltar a casa! 

Até breve**

P.S. Desejo a todos os visitante do Atreve-te a Sonhar, uma Páscoa muito feliz!


segunda-feira, 18 de abril de 2011

A Vida Num Sopro


Olá amigos,

A minha sugestão de leitura para o Mês de Abril é A vida num sopro, de José Rodrigues dos Santos. 
Já o tinha à imenso tempo em lista de espera, mas sem nenhum motivo em particular ia sempre retardando a sua leitura. 
Depois de o ter lido, percebi o que um amigo de longa data queria dizer com "Romances Históricos." Até aqui, romances históricos para mim eram Os Maias, Amor de perdição, Viagens à minha terra, ou seja Clássicos. 
Mas depois de ler A vida num sopro entendi que apesar de este livro dificilmente vir a se tornar num clássico, é indiscutivelmente um romance histórico! 
Gostei bastante. Mais até do que estava à espera. 
É um relato muito fiel e factual da década de 30. Década essa, que foi uma das mais interessantes da nossa história. 
Neste livro, Rodrigues dos Santos transporta-nos para vivermos através das suas palavras, o único regime totalitário a que Portugal foi sujeito. Salazar tinha acabado de tomar o poder e foi-se tornando evidente a cada folha que passava, o que este pretendia para Portugal e para os portugueses.  
Apesar de muitíssimo bem escrito, com detalhes temperais que marcaram toda a diferença, é patente que estamos perante a escrita de um jornalista, factual e objectivo e não tanto perante um contador de histórias.
É o relato de um amor vivido em tempos em que era difícil amar-se, e onde a repressão proibia qualquer tipo de livre arbítrio. Contado de forma muito directa, sem o uso de floreados, numa escrita muito crua quase palpável. 
Gostei particularmente do final...infelizmente já não se fazem sacrifícios desses em prol do Amor... talvez já nem se ame assim!

Gostei imenso! 

domingo, 17 de abril de 2011

Um dia...

Um dia vou deixar de olhar-te a medo, para olhar-te fundo nos olhos. 
Nesse dia, vou arriscar tudo e roçar levemente os meus lábio nos teus. 
Um dia vou pedir coragem aos Deuses e sussurrar-te palavras mudas cheias de sentimentos, que apenas tu as conseguirás ouvir. 
Nesse dia, vou pegar na tua mão e conduzi-la ao meu coração para que o ouças falar.
Um dia vou levar-te sem destino e perder-me contigo pelas ruas da cidade. 
Nesse dia, vou mostrar um mundo só meu, e criar um mundo só nosso.
Um dia vamos rir-nos de uma piada que só nós a entendemos.
Nesse dia, vamos deixar a imaginação voar livre, como se nada para além de nós existisse.
Um dia vou enfeitiçar-te e fazer-te dançar comigo no meio da rua, descalços apenas ao som do nosso riso. 
Nesse dia, vou fechar os olhos e deixar que me conduzas a teu belo prazer, sem pensar no abismo para onde me levas. 
Um dia vou deixar de temer as consequências e vou viver o momento.
Nesse dia, vou dizer-te tudo aquilo que os meus olhos à tanto tempo, tentam dizer-te em silêncio e depois devolvo-te as palavras, para ter o prazer de te interromper com um beijo que calará a tua voz.
Nesse dia, vou tirar-te o chão e deixar-te sem saber o que dizer.
Um dia ficamos na praia até anoitecer, enrolamos-nos  na areia, nas onda do mar ao sabor do vento, do sal e do nosso suor. 
Nesse dia, descobriremos o silêncio dos amantes. Um silêncio cúmplice, sem constrangimento. Um silêncio de dois seres que já não precisam de falar para estar juntos, que já não precisam de se tocar para se sentirem um só, até ao fim da vida.
Um dia peço-te que me abraces e não me soltes mais.
Nesse dia, as nossas chaves entrarão na mesma fechadura. 
Um dia o Mundo não será suficiente para nós.
Talvez nesse dia, eu deixe de dizer...Um dia...
















quinta-feira, 14 de abril de 2011

E voltando à política...

Olá amigos!!!

Ao longo de cinco e penosos séculos o povo deste mui nobre País aguardou pacientemente o regresso do Messias desaparecido! 
Segundo reza a lenda, D. Sebastião, o Desejado iria regressar numa manhã de nevoeiro para salvar Portugal  do domínio espanhol e repor sua gloria e esplendor! 
Em vez disso quem chegou foi o Fundo Monetário Internacional!! Que triste fado o nosso...
Não perdemos a independência mas é quase o mesmo! Nos próximos anos, Portugal será "gerido" por marionetas nacionais que quem lhes dá vida é uma organização mundial de financiamento! 
Esperam-se dias sombrios! Tenho para mim, que ainda vamos sentir muito a falta de Salazar....
Mas a verdade é que tal como estávamos não podíamos continuar!  O dinheirinho vai chegar a conta gotas e só chegará mais se Portugal estiver a executar as medidas de austeridade impostas! O que é positivo tenho em conta existe um hábito feio de desviar o que não nos pertence...  
O temido "fantasma" financeiro é conhecido por impor severas medidas de controle e contenção dos gastos públicos. Além de que o FMI não considera a intervenção estatal na economia como um investimento... ou seja, qualquer apoio é visto como uma despesa de retorno altamente improvável. O mesmo é dizer que as empresas do estado... nos próximos anos, estarão por sua conta! 
Esperam-se muito possivelmente um aumentos dos impostos, um acréscimo do desemprego, a subidas nas taxas de juro, além de nova quebra de salários.  
Porém, a verdade é que a culpa desta enorme buraco que fomos lentamente cavando, não é só dos governos que foram eleitos e das medidas erradas por estes tomadas, mas é de todos nós! 
Portugal ousou viver a cima das suas possibilidades, o povo deixou de fazer o seu pé de meia e o resultado está à vista! 
Mas nós já passamos por tantas outras dificuldades e ainda cá estamos! É preciso relembrar que já dividimos o Mundo a nosso belo prazer com os Espanhóis! 
Somos um povo corajoso, audaz, trabalhador, determinado e com uma capacidade imensa de resiliência. Não temos por habito sucumbir às adversidades das circunstancias e somos, apesar da nostalgia que nos caracteriza, os eternos conquistadores! Conquistamos meio mundo, não seremos capazes de ultrapassar esta crise? 
FORA COM O COMODISMO! Vamos-nos unir em prol deste objectivo! E o primeiro passo tem de ser dado pelos partidos políticos que tem de se entender para fechar rapidamente este pacote de medidas que vem da Europa!
 "O PSD não diz nada  sobre a matéria de negociações e o CDS diz pouco, o PS fez um congresso em que se falou com se não houvesse esta situação. Mereceu 5 minutos do discurso de José Sócrates no final." 
Isto é ridículo! O País está em pré-falecia e estes senhores andam a fazer uma campanha política como se isto fossem eleições normais! Não pode ser! Quanto mais rápido estas mentes iluminadas entenderem que é na união que está a solução mais rápido saímos disto! 

Até breve**

terça-feira, 12 de abril de 2011

" Um Nobre esfomeado"

"O tempo faz ao corpo o que a estupidez faz à alma...apodrece-o"



Olá amigos,

À muito que esperava uma oportunidade para utilizar esta frase num dos meus post's... hoje ao ouvir que Fernando Nobre tinha aceite o convite para ser Presidente da Assembleia e cabeça-de-lista do PSD por Lisboa achei mais do que adequada!
Poderia questionar o facto de este homem já ter apoiado Durão Barroso, Mário Soares ou de ter integrado a lista do BE para a UE, mas estávamos perante um Independente que consoante a realidade política do País tinha liberdade de decidir apoiar determinado partido ou o candidato que naquelas circunstâncias achasse o mais adequado.
O que não compreendo é um homem que à coisa de 3 meses... na altura em que concorria para as Presidenciais tenha proferido estas declarações:

"Não contesto os partidos, nem a democracia partidária mas sou contra o sufoco partidário da vida pública. Acredito sincera e profundamente que um homem livre e independente pode servir melhor o País! Sou apartidário mas não apolitico. Tenho os meus valores e os meus princípios e não acredito num saco de gatos onde todos caiem"

E hoje aceitou vincular-se ao partido que irá (muito possivelmente) governar nos próximos anos!

Um homem que admirava pelo altruísmo das obra que tem desenvolvido, que erroneamente fez-me exaltar o seu o discurso em prol da cidadania! Um homem que considerava ser um idealista que tanta falta faz à nossa vida politica... 
Que decepção! 
Pelos vistos o Sr. Fernando Nobre não demorou a trair os seus valores e os seus princípios! Será que foi seduzido por 30 moedas de prata?? em outros tempos resultou...isto faz-me lembrar uma personagem bíblica que de momento não me ocorre o nome...
Será Judas? 
Tenho para mim que seria interessante os políticos adoptarem outro nome, enquanto estivessem a exercer as suas funções (como faz o Papa...) ou no mínimo deveria ser-lhes atribuído um cognome... 
Se me permitem a sugestão, acho que deveríamos passar a chamar a este senhor: 


"Nobre, O esfomeado"!

Até breve... 

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Dia das Petas


Olá amigos,

Hoje, dia 1 de Abril e durante as próximas 24 horas celebra-se um dos dias que mais me irrita do ano! 
Um dia em que é "permitido" às pessoas pregar partidas com pequenas ou enormes mentiras??!?!?!?!?!? 
Desculpem-me a franqueza, mas acho isto perfeitamente ridículo. É que por muito que me esforce por entender a essência deste dia, confesso-me excessivamente limitada para lá chegar!  
É que além de não compreender isto, assusta-me que a maior parte das pessoas saiba exactamente que o dia 1 de Abril é dia das petas mas será que esta maioria sabe que o Dia Mundial da Paz é dia 21 de Setembro? Ou que no dia 20 de Julho se festeja o Dia dos Amigos? Ou que no dia 16 de Outubro é dia Mundial de Luta Contra a Fome?
Tenho algumas dúvidas que estes dias realmente importantes, e que devem ser relembrados e repensados sejam de conhecimento generalizado!  
Mas pode ser só implicância da minha parte contra este mui nobre dia... 

Até breve**

domingo, 27 de março de 2011

O Jogo do Anjo


Olá amigos, O Jogo do Anjo é precisamente a minha sugestão de leitura para o Mês de Março.
Depois de ter lido A sombra do Vento, Zafon tornou-se automaticamente num dos meu escritores favoritos. É um contador de histórias nato. Arrisco-me a dizer que é talvez o melhor (que conheça) neste género literário. 
De tal forma que as minha expectativas para qualquer obras que saia da imaginação deste escritor seja elevadíssima.
Apesar disso, O Jogo do Anjo aguentou-se muito bem!
Não posso comparar com a Sombra do Vento porque não há amor como o primeiro. Mas para quem se apaixonou pela escrita de Zafon vai sentir-se sugado pelo poder desta história!
Apesar das quase 600 paginas, lê-se muito bem. Bem de mais até. 
Queria ter podido saboreia-lo como um chocolate, lentamente numa tentativa de prolongar a sua sensação prazerosa... mas é-me impossível! 
Ler Zafón é viver um thriller sombrio, quase mórbido mas com o toque necessário de romantismo. E a curiosidade/ansiedade de desvendar o final torna-se num vicio! 
Com o Jogo do Anjo somos novamente transportados para a Barcelona do início do século XX, onde conhecemos personagens que cultivam o amor aos livros e à sua preservação, quer a do seu estado físico quer a da alma que, acreditam, todos os livros possuem.
Foi muito interessantes regressar ao cemitério dos livros esquecidos de A Sombra do Vento, revisitar e conhecer outros pormenores da história da família Sempere e da sua peculiar livraria.

Sinopse
 «Na Barcelona turbulenta dos anos 20, um jovem escritor obcecado com um amor impossível recebe de um misterioso editor a proposta para escrever um livro como nunca existiu a troco de uma fortuna e, talvez, muito mais. 
Com deslumbrante estilo e impecável precisão narrativa, o autor de A Sombra do Vento transporta-nos de novo para a Barcelona do Cemitério dos Livros Esquecidos, para nos oferecer uma aventura de intriga, romance e tragédia, através de um labirinto de segredos onde o fascínio pelos livros, a paixão e a amizade se conjugam num relato magistral.»

Muito muito bom!
Até breve**

domingo, 20 de março de 2011

E que tal uma francesinha??



Olá amigos,

O título não é analogia para coisa nenhum, hoje vou escrever sobre francesinhas!!! Para quem ainda não tenha ouvido falar, as francesinhas estão para o Porto como o Papa para a Igreja católica!
Não existe um café na cidade onde não se façam! "Faz parte do ADN da Invicta, a par das tripas e do FCP."
Esta iguaria light e dietética, foi inventada em 1953 por Daniel David da Silva. E foi pela primeira vez servido no Restaurante "A Regaleira".
A versão original não leva bife mas sim com carne assada, pois era isso que sobrava muitas vezes do almoço. E molho era bem mais picante.
A curiosidade mais peculiar deste prato é o nome...porquê francesinha? Ora, o seu criador era um emigrante Francês. Ao regressar a Portugal trouxe com ele a fama de mulherengo... " tendo estado em França numa época em que as Portuguesas se tapavam de preto dos pés à cabeça enquanto as francesas usavam mini-saia, afirmava que a francesa era a mulher mais picante." 

A revista Time Out elegeu as 20 melhores casas francesinhas da Cidade com a ajuda de especialistas e  fanáticos. 
Sendo depois entregue a lista das 10 mais votadas (pelos leitores) aos críticos da Time Out, que consideraram estas como as melhores:

1.º Restaurante Santiago ( A escolha dos Crítico da Time Out)
2.º Barcarola Café
3.º Capa Negra II (A escolha dos leitores da Time Out)
4.º Cufra
5.º Locanda
6.º Cervejaria Galiza
7.º A Regaleira
8.º Bufete Fase
9.º Café Torres
10.º Requinte

Além destas, foram ainda eleitas como as melhores casas de francesinhas pela Time Out:

- O Restaurante Convívio;
- O Café Novo, ganhou a estrelinha da "mais barata";
- O Lado B,  foi eleito como tendo as melhores batatas;
- O Café Diú;
- O Hamburgo;
- A Fonte Da Luz Café;
- O Pajú é a mais noctívaga, onde é possivel comer uma francesinha até as 06:00H;
- O Pontual;
- Alicantina;
- O Aviz;

Espero que já estejam com água na boca porque eu deixei o melhor para o final. Esta delícia dos Deuses é uma bomba calórica... (atenção que não me responsabilizo por eventuais ataques cardíacos...) variam entre 800 a 1500 calorias!!

Que tal uma francesinha agora amigos??? Deixem lá a balança... elas compensam as horas de ginásio extra!!

Encontrei ainda este blogue, que tem um ranking próprio das melhores francesinhas da cidade e onde é possível localizar geograficamente os locais! 
Se o restaurante a Cunha escapou aos apreciadores da Time Out, neste site é apontado como uma das melhores! É pelo menos umas das minhas preferidas, a par com o Capa Negra II!   


Agora fica a vosso critério escolher a melhor! 

Até breve**

terça-feira, 15 de março de 2011

Origami

Olá amigos,

Este é o meu mais recente passatempo! O origami, é a arte tradicional japonesa de dobrar papel criando representações de determinado ser ou objecto, sem utilizar a tesoura. A cola, é apenas admissível para alguns modulares, sendo tradicionalmente usado para unir os módulos, a linha.  
Não é difícil aprender a fazê-los, mas requer alguma prática e uma grande e quando eu digo grande, é mesmo muito grande, dose de paciência! 


Optei por comprar uma caixa que vem com um manual de instruções e uma resma de folhas quadradas com padrões variados. Mas pelo menos para mim, o youtube foi a forma mais fácil de iniciar esta brincadeira. 
É excelente para aqueles dias em que tens tempo, e precisas de descomprimir! 
A sensação de frustração é frequente nos primeiros modelos, mas depois habituaste às bases e às dobragens o que facilita imenso na construção do origami! 



Até breve**

Nova Era do Gelo?!


Olá amigos,

Foi assim, coberta de branquinho que as serras da minha Madeira despertaram esta manhã!! 
Num cenário nada habitual para os madeirenses, pois ninguém se lembra até hoje de nevão semelhante na Ilha!
É Lindo, isso é indiscutível. Mas é um sinal claro e evidente de que a meteorologia neste bocado de terra no oceano está a alterar-se drasticamente (especialmente nestes últimos dois anos... ).
Chuvas violentas que provocaram a tragédia de 20 de Fevereiro de 2010. Seguiram-se as altas temperaturas do verão passado que "originaram" (com muita ajuda humana...) os incêndios de 13 de Agosto e que nem daqui a 60 anos teremos reposto o que ardeu... e agora este nevão, quase na primavera, numa ilha considerada como subtropical... 
Estão a acontecer fenómenos excessivamente singulares, que preocupam ambientalistas e geógrafos, que em vão tentam alertar o condutor da laranja mecânica e a sua corja para este perigo. 
Mas como sempre, o lema da Política Regional é: "Podem espernear que vai ser tudo feito à moda  do "Partei-und-Oberster-S.A.-Führer" e sendo absolutamente assegurado os interesses económicos dos lambe botas que rondam o grandioso chefe supremo...
É bonito sim, este cenário de Suíça à madeirense, mas se calhar está na altura de começarmos a nos preocupar com estas alterações climatéricas! E a agir, pelo menos para evitar um déjavu de 20 de Fevereiro!

Até breve**

segunda-feira, 14 de março de 2011

A intemporalidade dos Seres Iluminados


«Numa época em que, em certas sociedades, o poder é pertença de minorias compostas pelos detentores do grande capital e por membros da tecno-estrutura; em que, noutras sociedades, dele se apropriou uma classe burocrática que domina não só todo o aparelho de Estado como todas as estruturas económicas e sociais – ou se quer apropriar uma elite de intelectuais auto-iluminados que pretendem pôr em prática os seus dogmas e as soluções mais ou menos originais que conceberam – pergunto-me: poderão as sociais-democracias retirar o exclusivo do poder às minorias oligárquicas, promovendo a sua efectiva transferência a nível político, económico ou social, para toda a população, desde os órgãos do Estado às unidades de produção ?(...)O Programa que aprovámos mostra bem que o nosso caminho tem de consistir na construção de uma democracia real. Não basta apenas rejeitar, ainda que claramente, as via oferecidas pelo neocapitalismo e pelo neoliberalismo, por incapazes de resolverem as contradições da sociedade portuguesa e de evitarem a inflação, o desemprego, a insegurança e a alienação na sociedades que constroem. Não bastam reformas de repartição ou redistribuição de riqueza, sobretudo pela utilização da carga fiscal. Há que introduzir profundas reformas estruturais, que alterem mecanismos do poder e substituam à procura do lucro outras motivações que dinamizem a actividade económica e social. Propomo-nos, assim, construir não apenas uma simples democracia formal, burguesa, mas sim, uma autêntica democracia política, económica, social e cultural.A democracia política implica o reconhecimento da soberania popular na definição dos órgãos do poder político, na escolha dos seus titulares e na sua fiscalização e responsabilização; exige a garantia intransigente das liberdades individuais, o pluralismo efectivo a todos os níveis e o respeito das minorias; não existe se não houver alternância democrática dos partidos no poder, mediante eleições livres, com sufrágio universal, directo e secreto. A democracia económica postula a intervenção de todos na determinação dos modos e dos objectivos de produção, o predomínio do interesse público sobre os interesses privados, a intervenção do Estado na vida económica e a propriedade colectiva de determinados sectores produtivos; pressupõe ainda a intervenção dos trabalhadores na gestão das unidades de produção.A democracia social impõe que sejam assegurados efectivamente os direitos fundamentais de todos à saúde, à habitação, ao bem-estar e à segurança social; exige a abolição das distinções entre classes sociais diversas e a redistribuição dos rendimentos, pela utilização de uma fiscalidade justa e progressiva. Finalmente a democracia cultural consiste em garantir a todos a igualdade de oportunidades no acesso à educação e à cultura e no favorecimento da expressividade cultural de cada um.(...) A aprovação dos estatutos veio consagrar o carácter eminentemente democrático do Partido, que, aliás, ficou bem expresso na forma como decorreu este Congresso: a participação entusiástica e espontânea de tantos dos delegados prolongou as nossas horas de trabalho, exigiu-nos um esforço suplementar. Mas mostrou bem que a democracia é a única maneira de um grupo, tão numeroso, chegar ao consenso entre variadas opiniões, sem submissão a despotismos iluminados.»

Olá amigos, este excerto é de Sá Carneiro, um dos fundadores do PSD e que infelizmente morreu cedo de mais. 
Porque coloquei este texto no blogue? visto já me ter assumido como sendo uma apartidária com esperança de ver ainda nascer um partido centralista... E apesar de ter prometido que evitaria trazer política para o meu blogue, tive de abrir uma excepção para este texto. 
Por vários motivos, mas essencialmente porque ao lê-lo, faz-me pensar que Sá Carneiro deve andar a dar muitas voltas no túmulo por ver o PSD que ele idealizou, no partido que é hoje... 
Pela intemporalidade este texto, que foi publicado em 1975 mas que retrata a sociedade de 2011!!! 
Por achar que ressuscitar os ideais deste homem magnifico, estes, não os dos actual PSD, ajudariam muito em retirar este País do fosso em que se meteu!!! 
E porque este homem era um idealista, que se atreveu a sonhar e a lutar por um Portugal melhor! Fracassou, é verdade, mas diria (num humor negro) que morreu a tentar!!

Até breve**

domingo, 13 de março de 2011

Grito do ipiranga à moda do Zé Povinho


Olá amigos, 

Hoje, milhares de pessoas saíram à rua num protesto organizado por jovens, mas que reuniu várias gerações de portugueses. Este foi pelo menos para mim, um grito desesperado de ajuda. Um grito que pede por oportunidade de trabalharmos na nossa área, no nosso País. 
Um grito de revolta conta o oportunismo dos estágios não remunerados, contra a injustiça dos recibos verdes. Contra empregadores que se aproveitam vergonhamente da crise económica que vivemos, fazendo contratações sucessivas de estagiários que se substituem uns aos outros como cartuchos de uma arma, sempre pronta a disparar mas que precisa de balas para o fazer! 
Porém a culpa não é só dos empregadores...afinal se estes tem mão de obra de gratuitamente, porque vão pagar por ela?! A culpa aqui é também partilhada por um sistema governamental e legislativo que permitia estes abusos. 
Foi preciso todo este movimento, para uma lei que a muito já se falava, sair da gaveta! É verdade que os estágios vão diminuir drasticamente, mas pelo menos os que conseguirem estagiar serão remunerados pelo serviço que prestam! 
Todavia esta lei é um tampão. Resolve o problema dos estágios não remunerados mas não resolve o problema dos empregadores contratar sucessivamente estagiários em vez de trabalhadores efectivos. Este ciclo vicioso, tenho para mim que vai continuar...
A precariedade que se criou na nossa sociedade é uma bola de neve que vai continuar a rolar estrada fora até nos congelar a todos. 
Não tenho a solução de como parar esta bola, mas tenho uma sugestão muito maluca: Vamos criar a partir da união de gerações que vimos ser patente nesta manifestação um sentido colectivo! Vamos lutar todos de lado a lado por uma sociedade melhor. Mais justa. Mais equitativa. Menos corrupta. Menos egoísta. 
Eu sei o quanto utópico e surrealista isto soa, mas porque não tornar isto realidade???? É assim tão difícil olharmos para o lado e estendermos a mão para uma pessoa que precisa?? É assim tão difícil abandonarmos o individualismo que o capitalismo originou e retornarmos a um colectivismo social onde todos precisavam uns dos outros, onde todos trabalhavam em prol uns dos outros. (Atenção que apesar do que acabei de escrever, estou longe de defender o comunismo.)
Espero que este dia fique marcado pela luta contra a precariedade, mas principalmente pela coragem dos portugueses, que apesar das dificuldades, continuam a se atrever a sonhar! 
Porque foi isso que levou milhares a se manifestar. A esperança de um futuro melhor. A perseverança de tornar uma utopia realidade. 
É possível darmos a volta a esta crise. Acredito mesmo que seja possível abanar as estruturas deste País e torna-lo melhor. Mas só vejo uma forma de o conseguirmos: Solidariamente unirmos-nos e trabalharmos para  alcançarmos este objectivo comum. 

Até breve**

sábado, 12 de março de 2011

Despedidas


Em todas as despedidas, é mais fácil para quem parte do que para quem fica! 
De repente ficou tudo novamente tranquilo. E faz-me falta o caos que tu crias! 
O espaço que ocupas e a alegria que trazes aos meus dias!
É bom ter-te perto mas custa muito voltar a ter-te longe!
***

quinta-feira, 10 de março de 2011

See you soon


Existe de facto pessoas que são insubstituíveis. Tu és uma dessas raras pessoas Polly 
A palavra saudade ganha o seu real sentido quando penso em ti, na tua ausência e na falta que me fazes.
Que saudade do teu abraço meu anjo...

Fazes-me falta
***

quarta-feira, 2 de março de 2011

Pecado Original


Chegaste de mansinho, e sem convite invadiste o meu espaço como se fosses legítimo proprietário do mesmo. Ignorando os meus protestos, avanças predador de encontro à minha voz.
Já não protesto contra a tua incómoda presença, mas contra o sorriso felino que me presenteias.
Presunçosamente fazes calar a minha indignação com os teus lábios venenosos. Beijas-me violentamente roubando o ar que é meu.
Arrogante, sussurras ao meu ouvido que não te contentarás com menos do que possuir a minha alma.
Olhas-me confuso. Pareces não compreender o absurdo das tuas palavras e a irritação que estas provocam em mim. Afinal só estás a cobrar algo que assumes ser teu por direito.
Em vão luto para me libertar dos tentáculos que sufocam o meu corpo de encontro ao teu. Contorço-me como um animal selvagem que se vê encurralado. Tento morder-te. Arranhar-te. Magoar-te. Mas a minha fúria, como bom predador que és, só aumenta o teu gozo.
Olhas-me provocador e em teus olhos vejo o reflexo da minha alma.
Contrariada sinto a resistência a bater lentamente retirada.
" És minha."
" As tuas palavras mentem-me. Mas é o teu corpo que te entrega."
" Pertences-me. Isso nunca vai mudar"
Derrotada cedo aos teus anseios.
A tua respiração aumenta, o meu desejo duplica e assim entre beijos ardentes e descontrolados, a roupa vai desaparecendo, a resistência desvanecendo, fica só nós e a loucura que nos une.
" És minha."
Eu e tu, tu e eu, não se explica. Não se entende. Apensas sente-se.
" És minha. Não porque possua o teu corpo. Mas porque possuo a tua alma."

terça-feira, 1 de março de 2011

Palavras que podiam ser minhas


Olá amigos,

No ultimo post que publiquei aqui no blogue foi sobre as cartas de Florbela Espanca. Havia um carta em particular que queria muito ler na integra.
Descobri que esta tinha sido escrita em Évora, em 10-7-1930 e dirigida a Guido Battelli.
O meu interesse por esta carta em particular é motivado por este pequeno excerto:

"...O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudades...sei lá de quê!" 

Foi ao ler esta frase que encontrei por mero acaso numa pesquisa aleatória no Google, a cerca de uns 5 anos atrás, que despertou a minha curiosidade por Florbela Espanca.
E despertou, porque apesar destas palavras serem a poetisa a descrever-se a si própria, senti que as escrevia como se estivesse a descrever-me a mim!

Esta frase resume a essência do meu verdadeiro Eu. O Eu que poucos conhecem. O Eu que muito pouco compreendem.
Estas palavras sou Eu sem acrescentar ou diminuir uma virgula.

Até breve**

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Cartas de Florbela Espanca


Olá amigos,

Para o mês de Fevereiro, a minha sugestão de leitura para vocês é o livro Cartas de Florbela Espanca.
Este, de todos os livros que tenho, é  um dos que mais me orgulho em ter. 
Porque trata-se das cartas da minha poetisa preferida e porque a edição que tenho, é uma relíquia, ou seja, é uma 1.ª edição, datada de 1986, pelas Publicações Dom Quixote.
Esta recolha efectuada das cartas da poetisa já não é editada à uns valentes anos, motivo pelo qual só agora chegou às minhas mãos! E chegou, porque foi encontrado num alfarrabista, por duas pessoas que tenho dificuldade em qualificá-las apenas como amigos e que ofereceram-mo no dia de S. Valentim!!! 
O facto de ser este livro em particular, o único que não conseguia encontrar de Florbela Espanca em livraria nenhuma, encheu-me de felicidade mas ter-me sido oferecido por quem foi, colocou-o imediatamente no pedestal que reservo apenas para alguns raros livros!

Posto ter partilhado esta pequena vaidade com vocês, esta compilação de cartas é a cereja no topo do bolo para os apaixonadas por esta poetisa. 
Todavia, senti-me, tal como sinto sempre em relação a outras cartas ou diários que já tenha lido, a invadir a privacidade de quem as escreveu. 
Em causa está a correspondência privada, ou no caso dos Diários, os pensamentos mais profundos e secretos de um Ser Humano. 
O pudor que sinto, é porque estas obras são por regra, publicadas post mortem e dada a intimidade que estas revelam, considero que quem os escreve não é o escritor, mas apenas e só a alma por trás deste. 
De qualquer forma, que me perdoe a Florbela Espanca por este abuso, mas a verdade, é adorei penetrar na sua intimidade e conhecê-la como nenhum dos poemas, prosas ou contos tinha até agora conseguido! 

Este livro não é simplesmente brilhante, é essencial para quem quer conhecer esta grande mulher! 

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Feliz Dia de S. Valentim!!!



Olá amigos,

Este é para quem me conhece, um dos meus dias preferidos do ano! Se para grande parte da humanidade é considerado o dia dos namorados, para mim é o dia de celebração do Amor. E este manifesta-se de formas muitos diferentes, daí que faça questão de o partilhar também com as pessoas que todos os dias fazem a minha existência valer a pena!
Por isso meus queridos, muito queridos amigos e lembrados com tanta saudade, tenham um dia feliz! E lembrem-se que vocês são preciosos ao meu coração, que tomou o doce hábito de vos conservar um cantinho privilegiado onde a mais ninguém deixo entrar!

( Frase adaptada de Florbela Espanca, em Cartas)

Até breve**

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Cantigas Leva-as o vento


"A lembrança dos teus beijos 
Inda na minh' alma existe,
Como um perfume perdido,
Nas folhas dum livro triste.

Perfume tão esquisito
E de tal suavidade,
Que mesmo desapar'cido
Revive numa saudade!"


Florbela Espanca, em Trocando Olhares.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Quem diz a verdade...


"A inveja é a religião dos medíocres. Reconforta-os, responder às inquietações que os roem por dentro e, em última análise, lhes apodrece a alma e lhes permite justificar a sua mesquinhez e cobiça a ponto de acreditarem que são virtudes e que as portas do céu se abrirão apenas aos infelizes como eles, que passam pela vida sem deixar outra marca que não seja a das suas mal-amanhadas tentativas de amesquinhar os outros e de excluir e, se possível for, destruir aqueles que, pelo simples facto de existirem e de serem quem são, põem em evidência a sua pobreza de espírito, mente e entranhas. 
Bem-aventurado aquele a quem os cretinos ladram, porque a sua alma nunca lhes pertencerá."


Carlos Ruiz Zafón, O jogo do Anjo

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Comer, orar e amar

Olá amigos,

Esta é a minha primeira sugestão de leitura de 2011!


Foi n.º1 do The New York Times durante mais de um ano. Vendidas mais de 5 milhões de cópias. Sendo recomendado pela comunidade de leitores da Oprah e tendo inclusive sido inspiração para um filme...mas para vos ser honesta, tive algumas dificuldades com este livro... 
Não posso dizer que não gostei, pois seria mentira, mas senti uma séria resistência de tédio!!
Por vários motivos....mas principalmente porque em algumas parte (especialmente em  relação a detalhes religioso) é muito cansativo de ler, tornando-se deveras aborrecido.
É um livro escrito por uma mulher para outras mulheres...e só por isso já sentia alguma embirração...mas no final o balanço é o seguinte: gostei. 
Tem algumas teorias interessantes. Fez-me pensar e encarar a religião com olhos mais doces. Fortaleceu a  minha teoria de que nada acontece por acaso e que a vida pode ser muito mesmo muito complicada mas se nos prendermos ao negativismo é que não vamos mesmo lá! Ou seja, pelo menos para mim, não trouxe assim nada de novo. Mas é uma leitura relaxante, moderadamente bem escrito e com uma mensagem subjacente muito válida e importante! 

Em 5* dou um 3!

Até breve**

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Parabéns Vitinho



Olá amigos!!!!

Hoje soube que umas das minhas melhores recordações de infância mais bonitas faz 25 anos!!
Este menino era o despertador que marcava o final do dia! Tenho a nítida recordação de ficar impaciente com a minha irmã do meu lado, à espera de o ouvir.
Já não apreciávamos muito era quando acabava a música e o Vitinho ia dormir...significava que com ele, nos também tínhamos de ir...e ai começava outra música bem diferente!!!
Mas foi maravilhoso recordar estes momentos que marcaram a fase mais pura e inocente da minha vida!
Que pena que hoje as nossas crianças já não tenho um Vitinho que lhes anuncie docente a hora de ir dormir...

Até breve**